Novo Hamburgo coloca seu nome na história e conquista o Campeonato Gaúcho de forma inédita

Foram 106 anos esperando, mas o dia 7 de maio ficará na história para o Esporte Clube Novo Hamburgo. Finalmente o Noia pode soltar o grito de ‘é campeão’, após vencer o Internacional nos pênaltis, por 3 a 1. Nada nunca foi fácil, nem nunca será, para o time da Capital Nacional do Calçado. Da terra de origem, inúmeros ônibus partiram. O motivo era nobre e justo, ver o time da cidade erguer pela primeira vez a taça de vencedor da maior competição de futebol do Rio Grande do Sul. 
 
O ECNH enfrentou adversidades, não pode atuar em casa mesmo tendo a melhor campanha do Campeonato Gaúcho. A grande final foi disputada em Caxias do Sul, distante da Capital Nacional do Calçado. Pela frente, o Noia tinha de encarar o colorado. Além disso, o equilíbrio foi a marca das duas partidas, tanto em Porto Alegre como na Serra gaúcha. Resultado disso é mais uma decisão nas penalidades máximas, já que o segundo jogo encerrou, nos 90 minutos, empatado em 1 a 1. O gol do Novo Hamburgo foi anotado contra pelo zagueiro do Inter, Ernando, no primeiro tempo de partida. Já Rodrigo Dourado marcou para o colorado, na segunda etapa.
O JOGO:
Logo aos 2 minutos de jogo, a primeira boa chegada do Novo Hamburgo ocorreu após levantamento para área de Amaral. O volante cobrou lateral e a bola sobrou para João Paulo, o centroavante conferiu de cabeça, mas a finalização saiu à esquerda de Danilo Fernandes. Após isso, o Internacional levou perigo em cobranças de falta e escanteio. Aos 9 minutos, D’Alessandro bateu tiro de média distância e obrigou Matheus a fazer boa defesa, espalmando pela linha de fundo. 
 
O Noia saiu na frente aos 21 minutos do primeiro tempo. Jogada treinada, trabalhada e um dos pontos fortes da equipe anilada é a bola aérea. Após cobrança de lateral direta para a área, Assis fez um cruzamento com as mãos e Ernando tentou afastar, porém acabou fazendo gol contra, desviando a trajetória da bola e traindo o goleiro colorado. O arqueiro anilado, Matheus, apareceu aos 45 minutos para evitar que Brenner empatasse a partida. O atacante recebeu com liberdade dentro da grande área e chutou, mas lá estava o goleiro do Novo Hamburgo para fazer firme defesa. 
 
Na segunda etapa, o Internacional começou pressionando e sufocando a saída de bola do ECNH. O empate colocado acabou saindo cedo. Aos 3 minutos, em cobrança de escanteio e bate-rebate dentro da área anilada, a sobra ficou com Rodrigo Dourado que deixou tudo igual no Centenário. O Inter chegou com perigo aos 23 minutos, em roubada rápida no lado esquerdo. Nico López cruzou para D’Alessandro, o meia dominou e chutou rente ao poste direito de Matheus. 
 
O Novo Hamburgo voltou a assustar o gol de Danilo Fernandes aos 28 minutos, Preto armou contra-ataque pela esquerda e enxergou Lucas Santos liberado pela direita. O atacante entrou em velocidade e soltou uma bomba, mas a batida saiu desviada. Fim de jogo em Caxias do Sul. Fim de jogo: Novo Hamburgo 1 x 1 Internacional. A decisão, mais uma vez, caminha para as penalidades máximas. 
Nas cobranças de pênalti, o Novo Hamburgo venceu o Internacional por 3 a 1. Logo no primeiro disparo contra o gol, D’Alessandro bateu na trave. Para o ECNH, João Paulo converteu. Victor Cuesta, de novo, acertou o travessão. Léo desperdiçou também. Até então, 1 a 0 para o Noia.
Então, um dos melhores jogadores anilados durante o torneio foi o goleiro Matheus. Na terceira cobrança, o arqueiro voou para brilhar e buscar o chute de Nico López. Zagueiro artilheiro, Júlio Santos não quis saber de brincadeira e soltou a bomba contra Danilo Fernandes. Novo Hamburgo 2 a 0.
William converteu a primeira cobrança para a equipe colorada. Novo Hamburgo 2 x 1 Inter. Então, foi a vez de mais um defensor bater. Com frieza e muita categoria, como na semifinal diante do Grêmio, o zagueiro Pablo fez o gol do título.
Fim de jogo no Centenário, em Caxias do Sul, Esporte Clube Novo Hamburgo conquista o seu primeiro título de Campeão Gaúcho. 
 
ESCALAÇÕES:
 
NOVO HAMBURGO
 
Matheus; Léo, Júlio Santos, Pablo e Assis (Léo Carioca); Amaral, Jardel, Preto e Juninho; Branquinho (Lucas Santos) e João Paulo. Técnico: Beto Campos.
 
INTERNACIONAL
 
Danilo Fernandes; William, Victor Cuesta, Léo Ortiz e Ernando (Carlos/Diogo); Rodrigo Dourado, Edenílson (Valdívia), Uendel e D’Alessandro; Nico López e Brenner. Técnico: Antônio Carlos Zago.
 
 
 
Fonte: InFocoRs