Avião com 120 mil doses da Coronavac chega ao Brasil
Imunizante ainda não pode ser utilizado pois não tem liberação da Anvisa
Publicado em 19 de novembro de 2020
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As primeiras doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida no laboratório chinês Sinovac, chegaram ao Brasil na manhã desta quinta-feira (19), no Aeroporto de Guarulhos. Um avião, da empresa Turkish Airlines, transportou 120 mil doses dar trazidas para o país.

O carregamento veio diretamente da China, armazenado a uma temperatura de 8 graus negativos. Após inspeção da vigilância sanitária, será levado ao Instituto Butantan, segundo informações da Record TV. A vacina ainda não poderá ser usada, já que ainda não tem a permissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Interrupção e retomada na produção

No último dia 9 de novembro, a Anvisa suspendeu os estudos com a Coronavac, devido a uma ocorrência de "evento adverso grave" ocorrido em 29 de outubro.

Dois dias depois, após reunião entre técnicos da agência em Brasília, a Anvisa decidiu liberar a retomada dos testes com a vacina. O motivo da interrupção havia sido a morte de um dos voluntários a tomarem a vacina. Entretanto, posteriormente foi noticiada a informação de que a morte do homem se deu por suicídio. 

A Anvisa, numa entrevista coletiva, afirmou que não havia recebido todas as informações do Instituto Butantan e não tinha conhecimento de que o possível problema com a vacina seria um suicídio, informação que não foi divulgada inicialmente a pedido da família do voluntário.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um conjunto de regras que promete acelerar a distribuição de vacinas contra a Covid-19. O órgão agora trabalhará com a "submissão contínua", procedimento pelo qual os dados técnicos dos imunizantes deverão ser encaminhados à agência conforme forem sendo gerados e não só ao final do processo.

A medida simplifica o processo de registro dessas vacinas, dispensando etapas, mas mantém a exigência de requisitos técnicos do produto, como "qualidade, segurança e eficácia".

O gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse não ser possível apontar ainda qual será a redução do tempo de análise. "É preciso que as empresas se comprometam."



Fonte: R7
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