Pronampe libera mais R$ 1 bi e totaliza R$ 2,8 bi no Rio Grande do Sul
Juro baixo, carência de até oito meses e prazo de pagamento em até 36 meses tornam o programa a linha mais concorrida
Publicado em 13 de setembro de 2020
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Com dinheiro prestes a se esgotar, a segunda etapa do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) teve 22,9 mil operações e liberou R$ 1,01 bilhão no RS até 10 de setembro. De acordo com dados do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil e responsável por avalizar as operações, na soma das duas etapas do programa o Estado é o segundo em acordos assinados (São Paulo à frente) e o terceiro em volume de repasses (São Paulo e Minas Gerais à frente).

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 19 de agosto, a prorrogação do Pronampe garantiu aporte extra de R$ 12 bilhões às operações de crédito voltadas aos pequenos negócios e profissionais liberais afetados pela pandemia no país. Os recursos começaram a ser repassados pelos bancos a partir de 1º de setembro e, até o momento, já foram firmados 176,9 mil contratos com repasses que chegam a R$ 9,52 bilhões.

Na avaliação do analista de soluções financeiras do Sebrae-RS, Augusto Martinenco, a linha destravou a chegada do crédito na ponta final, atendendo a uma das principais necessidades de micro e pequenos empresários que viram o faturamento despencar desde o início da crise. Somando as duas etapas, foram firmados 395,2 mil contratos e liberados R$ 28,22 bilhões no país. Apenas no Rio Grande do Sul são 51,9 mil acordos, totalizando R$ 2,82 bilhões em empréstimos.

– O aporte com a prorrogação do Pronampe foi significativo, mas a demanda permanece muito alta. Os valores liberados não serão suficientes para atender a todos – sintetiza Martinenco, projetando que cerca de 60 mil empresas gaúchas deverão ser beneficiadas até o final desta rodada.  

Baseado em pesquisas feitas pela entidade, o Sebrae-RS estima que ainda há cerca de 185 mil micro e pequenos empreendimentos gaúchos que necessitam de crédito para atravessar o período de crise. O juro baixo, a carência de até oito meses e prazo de pagamento em até 36 meses tornaram o Pronampe a linha mais concorrida entre os negócios de pequeno porte.





Fonte: Gaúcha ZH
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