Caso Rafael: Polícia Civil solicita prorrogação da prisão de Alexandra
A Polícia Civil segue com a linha de homicídio doloso, que a mãe do menino teve intenção de matar.
Publicado em 23 de junho de 2020
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O delegado Ercílio Carletti, titular de Planalto, responsável pelas investigações do caso Rafael Winques, confirmou que já solicitou a prorrogação da prisão temporária, por mais 30 dias, de Alexandra Dougokenski, que vence no dia 23. Ela está presa desde o dia 25 de maio, dia em que indicou o local onde estava o corpo. 
Segundo o delegado, a prorrogação foi feita na tarde da sexta-feira, 19, e se faz necessário até que o inquérito seja encerrado. A Polícia Civil segue com a linha de homicídio doloso, que a mãe do menino teve intenção de matar. 

Já o advogado da mulher, Jean Severo, sustenta a versão apresentada desde o inicio, que Alexandra agiu sozinha e não teve intenção de matar o filho, ele alega homicídio culposo. Na tarde deste sábado, 20, a defesa de Alexandra Dougokenski, informou que pediu ao Poder Judiciária a revogação da prisão temporária da acusada. Severo afirma ainda, que a polícia não apresentou laudo sustentando a tese de asfixia mecância, inicialmente apontada pelas investigações, ele reforça que se houve asfixia, foi no transporte do corpo. 

A conclusão dos laudos da reconstituição pode levar mais de 30 dias. Não queremos concluir o inquérito sem os laudos da reprodução simulada.  Algumas questões que ela apontou hoje fizeram surgir dúvidas em questões que nós não tínhamos questionado antes e que vão refletir nesses laudos que estão sendo produzidos, diz a polícia. 

ENTENDA O CASO

Na manhã do dia 15 de maio, Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael Mateus Winques, de 11, anos, disse à polícia que o filho havia desaparecido de casa durante a madrugada. Depois de dez dias de buscas, Alexandra confessou que matou o filho. Em depoimento ela alega que deu dois comprimidos ao menino, porque ele estaria muito nervoso, mas que não pretendia matá-lo. Ao perceber que Rafael não respirava, a mulher diz que teria decidido esconder o corpo, que foi encontrado na casa ao lado da residência da família, dentro de uma caixa, com as mãos e pés amarrados e uma corda em volta do pescoço, além de ter o rosto coberto por uma sacola de pano. Alexandra Dougokenski está presa de forma temporária no Presídio Feminino de Guaíba, na Região Metropolitana.



Fonte: In Foco RS
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