Após 6 horas Polícia encerra a reconstituição da morte do menino Rafael em Planalto
A conclusão dos laudos da reconstituição pode levar mais de 30 dias.
Publicado em 19 de junho de 2020
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Nesta quinta-feira, 18, foi  realizada em Planalto, no norte do estado,  a Reprodução Simulada dos Fatos, do crime que chocou a comunidade no mês passado. Rafael Mateus Winques, 11 anos foi morto pela própria mãe.

Alexandra Dougokenski, foi levada à delegacia de Planalto por volta das 11horas da manhã, ela teria passado mal e foi atendida pela equipe da Samu. Em preparação, Alexandra foi entrevistada por peritos do IGP na DP e após todos foram até o local onde ocorreu o crime para prosseguirem a reconstituição.

A reconstituição começou por volta das 21h na casa onde a família morava e teve duração de três horas, ao todo foram cerca de seis horas de trabalho, envolvendo a preparação na delegacia até a recostituição no local do crime. O irmão de Rafael, de 17 anos,  participou da primeira fase, na delegacia. Os delegados entenderam que não era necessário ele ir até a casa. Um boneco foi utilizado pela perícia para simular o corpo do menino Rafael, com o peso de 40 quilos e estatura do menino de 11 anos.

O delegado Eibert Moreira comentou que Alexandra se emocionou muito no momento em que teve que mover o boneco. Ela não carregou o boneco, pois estava fraca e debilitada. Ainda de acordo com o delegado, Alexandra teria condições de carregar o corpo sozinho. "Não resta dúvidas de que teria condições de carregar. Ela mostrou da forma que fez, deixou bem claro pra gente, e só conduzimos o boneco porque agora ela estava bem debilitada pra isso", disse.

O advogado da mulher, Jean Severo, acompanhou tudo de perto, em entrevista a imprensa ele sustentou a versão apresentada desde o inicio, que Alexandra agiu sozinha e não teve intenção de matar o filho, ele alega homicídio culposo. A Polícia Civil, segue com a linha de homicidio doloso, que a mãe do menino teve intenção de matar.

Alexandra deve prestar um novo depoimento nos próximos dias. A polícia deve pedir a prorrogação da prisão temporária dela, que vence no dia 23. -  Não queremos concluir o inquérito sem os laudos da reprodução simulada.  Algumas questões que ela apontou hoje fizeram surgir dúvidas em questões que nós não tínhamos questionado antes e que vão refletir nesses laudos que estão sendo produzidos. 

Segundo os peritos do IGP, o objetivo do trabalho foi avaliar se a versão dada pela mãe é real. - É um trabalho que depende de muita leitura de todos os depoimentos e estudo de todos os laudos já elaborados. A perícia é uma busca de vestígios e provas. A conclusão dos laudos da reconstituição pode levar mais de 30 dias.

A rua da delegacia e a quadra próximo das casas onde ocorreu o crime, foram isolados pela polícia. Um ônibus da Polícia Civil, que funciona como sala móvel, esteve no local para apoio tático. O isolamento da área teve apoio da Brigada Militar.

ENTENDA O CASO

Na manhã do dia 15 de maio, Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael Mateus Winques, de 11, anos, disse à polícia que o filho havia desaparecido de casa durante a madrugada. Depois de dez dias de buscas, Alexandra confessou que matou o filho. Em depoimento ela alega que deu dois comprimidos ao menino, porque ele estaria muito nervoso, mas que não pretendia matá-lo. Ao perceber que Rafael não respirava, a mulher diz que teria decidido esconder o corpo, que foi encontrado na casa ao lado da residência da família, dentro de uma caixa, com as mãos e pés amarrados e uma corda em volta do pescoço, além de ter o rosto coberto por uma sacola de pano. Alexandra Dougokenski está presa de forma temporária no Presídio Feminino de Guaíba, na Região Metropolitana.

Confira a cobertura fotográfica:





Fonte: In Foco RS
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