Polícia confirma reconstituição da morte do menino Rafael em Planalto
Procedimento consiste na reprodução simulada dos fatos, detalhando potenciais divergências nos relatos
Publicado em 30 de maio de 2020
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Alexandra Dougokenski, que confessou ter matado o próprio filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em Planalto, daria um novo depoimento à polícia neste sábado, 30. O advogado dela, Jean Severo, relatou em reportagem ao Correio do Povo, a necessidade desse novo depoimento para "trazer uma riqueza de detalhes sobre o que aconteceu no dia do fato". "Esses detalhes não constam no antigo depoimento. É necessária essa explicação para que se possa entender a dinâmica, que é de um homicídio culposo. E é isso que a defesa vai demonstrar", afirmou.

Ainda, de acordo com ele, se faz necessário a reconstituição do crime, "Ela tem que explicar o que aconteceu e a reconstituição é fundamental, é o que vai comprovar que foi um homicídio culposo. Ainda precisamos que os laudos sejam juntados no processo, o que não aconteceu ainda. Mas o mais importante é a reconstituição lá em Planalto", enfatizou.

O diretor do Departamento de Polícia do Interior, Joerberth Nunes, em matéria da Gaúcha ZH, falou que irá aguardar o retorno de laudos periciais antes de fazer o pedido de reconstituição. "Sem sombra de dúvidas, nós faremos uma reconstituição no futuro, até porque existe pedido da defesa nesse sentido", garantiu o delegado.

A reconstituição, chamada tecnicamente de reprodução simulada dos fatos, detalhando potenciais divergências nos relatos, e é feita por peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A tese que mãe alega, e também sustentada pela defesa, é que ela teria dado dois comprimidos de Diazepam, e constatou posteriormente que o menino havia falecido, o que é contestado preliminarmente pelos peritos.



Fonte: Com informações do Correio do Povo e Gaúcha ZH.
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