Prefeitos da Zona da Produção defendem isolamento social e liberação controlada do comércio
O presidente da Amzop disse que o plano de distanciamento social controlado que pretende colocar em prática o governador Eduardo Leite pode ser uma medida acertada.
Publicado em 22 de abril de 2020
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O presidente da Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop) e prefeito de Constantina, Gerri Sawaris (PT), defendeu, nesta terça-feira, que seja mantida a política de distanciamento social e liberação controlada das atividades econômicas, como forma de evitar o aumento dos casos de coronavírus.

Ele informou que nos 43 municípios da Amzop, até agora, foram confirmados três casos de Covid-19, em moradores de Sarandi, Chapada e Ronda Alta. “Percebe-se que temos poucos casos confirmados e nenhuma morte da Zona da Produção, mas isso não quer dizer que com o passar dos dias não possam ser confirmados mais casos e a situação se agravar e por isso é preciso antes priorizar a vida das pessoas”, avalia.

Sawaris lembra que nos 43 municípios, onde vivem mais de 270 mil pessoas, há uma carência de leitores hospitalares e de respiradores, além de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Tudo é uma incógnita e incerteza em relação ao que pode ocorrer nas próximas semanas quanto a esse vírus que assusta a todos”, disse. Ele defende que sejam feitos testes para saber se as pessoas estão ou não com o vírus e a partir disso poder flexibilizar mais atividades.

O presidente da Amzop disse que o plano de distanciamento social controlado que pretende colocar em prática o governador Eduardo Leite pode ser uma medida acertada. Ele lembra que deve ser realizado um diagnóstico completo de cada região do Rio Grande do Sul, uma ação em conjunto com as coordenadorias regionais de saúde e secretarias municipais de saúde. “Voltamos a enfatizar a questão da incerteza em relação ao que pode ocorrer daqui para frente, se o número de casos vai aumentar ou não”, afirma. Ele avalia que medidas restritivas devem ocorrer por mais tempo.

O dirigente alerta, ainda, que a paralisação das atividades econômicas impostas pela necessidade de combater a Covid-19 está provocando desemprego e grandes dificuldades econômicas para as empresas. “Além disso, afirma, a queda das receitas de ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deverá ser verificada a partir do próximo ano.

Sawaris lembra também que foi dispendido muito tempo com discussão sobre abre e fecha o comércio e essas questões de vagas em UTIs, EPIs, além de outras questões da saúde ficaram de lado. “Precisamos que o Estado entregue todo o material para tomarmos decisões. Temos o problema das EPIs, falta de repasses aos municípios. Além disso é preciso transparência por parte do Estado em relação a todas essas questões”, avalia. O presidente da Amzop avalia que, a partir de total transparência fica mais fácil de trabalhar. “Teremos problemas ainda maiores nos próximos meses, não do Covid 19, mas de todo o sistema, inclusive percebemos que hospitais diminuindo profissionais por estarem sem recursos, diante da paralisação de diversos procedimento.  Cabe lembrar, ainda, que os atrasos de 2014 a 2018 ainda seguem sem pagamento (não empenhados) superando 469 milhões”, conclui o dirigente da Amzop.




Fonte: Assessoria de Imprensa
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