Governo sustenta que greve nas escolas não vai contribuir para solucionar crise

Após os professores da rede estadual de ensino anunciarem que vão paralisar as atividades, entre esta quarta e a sexta-feira, o governo estadual emitiu nota dizendo que a greve “nada contribui para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul”. O Piratini defendeu ainda que o Executivo estadual vem realizando todos os esforços possíveis para garantir o pagamento dos servidores, inclusive com o não pagamento da parcela da dívida com a União.

Na manifestação, o governo se dirigiu aos pais dos alunos da rede pública estadual garantindo que vai adotar todas as medidas que possam minimizar os prejuízos na qualidade de ensino dos estudantes.

A decisão de entrar em greve foi tomada pelos professores após servidores públicos estaduais receberem uma parcela de R$ 650 nessa segunda-feira. Esse foi o vigésimo parcelamento da folha no Rio Grande do Sul, desde o início do governo de José Ivo Sartori. Na manhã desta terça-feira, foi realizada votação em uma assembleia geral liderada pelo Cpers Sindicato na Praça da Matriz, no Centro da Capital.

A greve vai durar pelo menos três dias, até sexta-feira, quando uma nova assembleia geral vai ser realizada. “Nós vamos fazer, após essa nossa decisão, um desafio ao governador (José Ivo) Sartori: abra as contas do governo. Nós podemos sentar e levar um economista, mas mostre as contas para nós. Prove que não tem dinheiro ou deixe de ser caloteiro, mentiroso, e pague o nosso salário em dia”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

No início do ato, professores fizeram uma avaliação dos governos estadual e federal. Foram feitas críticas a cortes na Educação e pedidos de “fora Sartori” e “fora Temer”. “Sem salário não tem trabalho”, defendia uma faixa do Cpers.

Leia a nota do governo na íntegra:
Diante do agravamento da crise nas finanças públicas, o governo do Estado decidiu, nessa segunda-feira (31), suspender o pagamento da parcela da dívida com a União, neste mês, para utilizar os recursos em mais uma parte do pagamento dos salários dos servidores. É uma medida corajosa, mesmo diante dos riscos de bloqueio nos repasses federais para o Rio Grande do Sul e da inclusão do Estado em cadastros de inadimplência.

Nesta terça-feira (1º), o governador José Ivo Sartori e secretários estão em Brasília para tratar, mais uma vez, das questões financeiras estaduais. Ao mesmo tempo em que o governo demonstra todos os esforços possíveis para garantir o pagamento dos servidores e concluir o processo do Regime de Recuperação Fiscal do Estado junto à União, o Cpers Sindicato justifica o atraso nos salários como razão para anunciar uma greve que em nada contribui para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul.

A população gaúcha já compreendeu a situação financeira do Estado e as medidas que o governo vem tomando em busca do reequilíbrio das contas públicas. Aos pais dos alunos da rede pública estadual, o governo do Estado garante que adotará todas as medidas que possam minimizar os prejuízos na qualidade de ensino dos estudantes.

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