Escola Pavãn-Há encanta acadêmicos de Pedagogia

Uma pedagogia que se comprometa com a qualidade de ensino precisa promover vivências que possibilitem o encontro entre culturas, o trabalho da diversidade e o respeito às questões étnico-raciais. Para integrar o curso de Pedagogia do CESURG à comunidade e ampliar os conhecimentos práticos acerca da educação e da cultura indígena, os estudantes do curso do CESURG realizaram, no dia 31 de outubro, uma visita técnica à Escola Indígena Pavãn-Há, de Engenho Velho. Participaram da visita os acadêmicos de Pedagogia, o diretor-presidente do CESURG, Rafael Rossetto, a coordenadora do curso, professora Patrícia Signor, e o vice-prefeito de Engenho Velho, Diego Martinelli Bergamaschi.

A atividade se caracteriza como interdisciplinar, pois foi promovida pelos professores das disciplinas de Introdução à Pedagogia: Pedagogias Contemporâneas, Temas Transversais II; e Escola e Currículo. A Escola Pavãn-Há mostrou como é composta a organização curricular da escola e apresentou os projetos realizados durante o ano, além de danças típicas e comidas características da cultura indígena.

A visita oportunizou a aproximação entre os futuros pedagogos e a cultura indígena. Esta é uma das ações que integra os objetivos de atuação do curso, previstos no Projeto Pedagógico, as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais para o ensino de história e cultura indígenas. Patrícia Signor salienta que “o respeito às legislações para a educação das relações étnico-raciais contempla, além do trabalho cotidiano dos educadores e educandos em sala de aula, nas disciplinas ofertadas pelo curso, a possibilidade de interação e aprofundamento de conhecimento práticos, já previstos enquanto PCC (Práticas Complementares Curriculares) dentro das disciplinas organizadoras deste projeto”.

Os novos conhecimentos compartilhados a partir das vivências experimentadas na escola contribuíram com a formação dos discentes. “Eles nos receberam muito bem, prepararam danças que eles só fazem em comemorações especiais como casamentos e preparações para guerra. A escola é incrível! Eles nos recepcionaram a caráter e poucas vezes eles se vestem assim”, comenta a acadêmica do segundo semestre, Maiara Lazaretti Celer, acrescentando que um dos destaques é a riqueza cultural mantida e preservada no educandário, inclusive através das práticas pedagógicas que destacam a cultura indígena.

Presente na visita, o diretor-presidente do CESURG, Rafael Rossetto, enfatiza a necessidade de a Educação ser mais inclusiva. “O processo de educar é um caminho de mão dupla, onde ensinamos e aprendemos ao mesmo tempo. Eu acredito que a Educação só pode cumprir o seu papel se ela for inclusiva, valorizando também a história e a cultura”, pontua o professor Rafael Rossetto.

A partir da viagem, serão realizados artigos científicos e atividades de planejamento curricular. Na avaliação da coordenadora Patrícia, “a atividade cumpriu o objetivo de aproximar os acadêmicos da realidade de uma escola indígena, conhecer as concepções curriculares e a organização pedagógica, estreitando os laços com a comunidade e aplicando conhecimentos práticos das disciplinas”.